segunda-feira, 8 de outubro de 2007

População Reage em Massa Contra Traçados do TGV

As propostas de traçado do TGV apresentados pela RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, à Câmara Municipal (CMA) para o Concelho de Alcobaça, voltaram a ser tema de forte contestação na última Assembleia Municipal (AM), que decorreu no dia 4 de Outubro.
A Assembleia convocada, como habitualmente, para o Auditório Geral da Biblioteca Municipal de Alcobaça, acabou por ser interrompida pelas 22h10, em resultado da adesão em massa de cerca de 400 habitantes oriundos da Benedita e de Turquel, duas das freguesias mais afectadas pelos traçados.
As emoções estavam ao rubro, e a população, que se manifestou através de uma Marcha Lenta, mostrou o seu desagrado e esperou, atentamente, pelas explicações do executivo camarário, bem como de todos os Presidentes das Juntas de Freguesia afectados pelos Traçados. Uma grande adesão que muito se deveu ao trabalho do executivo e dos Presidentes de Junta nas semanas anteriores, que convocaram reuniões de esclarecimento público e de debate nos locais afectados.
A AM continuaria pelas 23h10 no Cine-Teatro de Alcobaça, já com todo o público dentro da sala. Durante as intervenções de Gonçalves Sapinho, Presidente da CMA, a mensagem transmitida foi sempre a mesma, a de que "A CMA é totalmente contra estes traçados do TGV", acrescentando que se tal acontecer "irá cortar o Concelho de forma irrecuperável e o Concelho ficará amputado!". Para o Presidente, esta não pode ser uma questão de cor política, anunciando que está "com a população, 100% contra o TGV e solidário sem reservas", palavras que suscitaram forte aplauso da população presente.

Em causa está a destruição de cerca de 1053 edificações: habitações, empresas, indústrias, famílias, acessibilidades, entre outros, um cenário, como foi caracterizado por vários intervenientes na sessão "de terror". A opinião foi quase unânime, e representantes dos Partidos CDU e BE afirmaram a vontade de ver "o Traçado do TGV a Este da Serra de Aires e dos Candeeiros".
Apresentadas Moções para o tema em discussão, destaque para a Moção de Apoio à Assembleia Municipal, apresentada pelo deputado Pedro Guerra (PSD), aprovada por unanimidade, e que objectiva o reforço de um estudo a Este da Serra dos Candeeiros, rejeitando os traçados propostos.

Sob forte contestação esteve a Moção apresentada pelo Partido Socialista, pelo deputado César Santos, no sentido de apelar à RAVE para:

. A reabertura dos estudos para uma alternativa além da Serra de Aires e Candeeiros ou prove categoricamente da valia das opções apresentadas;
. Que estude uma hipótese de traçado mais próximo da base da Serra dos Candeeiros, que teria a vantagem de ter menos impacto na população e poderia ser enquadrado com as tão necessárias obras da Est. Nacional 1/IC2.

Esta Moção acabaria por ser rejeitada com 32 votos contra, sendo votada, favoravelmente, pelos quatro membros eleitos pelo PS.
O Presidente da AM terminou a sessão referindo que esta "foi uma Assembleia histórica em termos de participação do público".
Fonte: Gabinete de Informação e Relações Públicas da C.M.A.
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